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A Caixa Econômica Federal lança sua nova linha de crédito para financiamento imobiliário


Com juros fixos, banco público reforça alternativas de estruturação para retomada do mercado imobiliárioOs financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 8,66 bilhões em dezembro do ano passado.

A Caixa Econômica Federal lança nesta quinta-feira (20) sua nova linha de crédito para financiamento imobiliário a pessoas físicas. Sem correção via Taxa Referencial (TR) ou inflação (IPCA), a expectativa do banco público é se tornar mais agressivo na oferta de crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que teve um incremento de 32% na concessão de recursos ao financiamento imobiliário em 2019, mas começa a ter sua atratividade e capacidade para sustentar uma retomada do mercado postas na balança por conta do baixo patamar da taxa básica de juros.Embora o próprio banco não tenha divulgado todos os detalhes sobre a nova linha, o superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Alexandre Cordeiro, garantiu a empresários do setor que o lançamento será nesta quinta-feira (20), no Palácio do Planalto.O financiamento pré-fixado passa a ser a terceira opção em termos de diferenciação do custo do crédito ao cliente no caso do financiamento imobiliário. Atualmente, a Caixa oferece dois tipos de contratos para imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que não inclui Minha Casa Minha Vida, e tem taxas de juros tabeladas até 12% ao ano. O primeiro, tem taxas a partir de 6,75% + TR. O segundo, lançado no ano passado, tem juros entre 2,95% e 4,95%, mais a variação da inflação no período da contratação.


No caso da linha sem o indexador, a taxa cobrada permanece a mesma até o fim do contrato, o que, a depender do caso, pode ser mais vantajoso para o consumidor, já que ele saberá quanto vai pagar até o fim do contrato e o custo do crédito pode ser mais barato vide variações da Selic, por exemplo, no longo prazo.Ao jornal Valor Econômico, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, adiantou que a nova linha de crédito imobiliário prefixado terá taxas de juros inferiores a 10% ao ano. A ideia, segundo ele, é financiar imóveis com prazos longos, de 20 ou 25 anos, mas na expectativa de que sejam quitados em até oito anos. "Hoje a duração do contrato já não é mais de 12 anos. É de nove anos e vai baixar pra sete”, disse Guimarães.Com a nova linha, a Caixa - mesmo que assuma o risco de ficar no prejuízo com os riscos de pré-estabelecer uma taxa - espera maior protagonismo como opção para os clientes que pretendem financiar. Os bancos privados avançaram nos últimos anos na oferta de crédito a partir de recursos do SBPE e têm acirrado uma disputa ponto a ponto pelas taxas mais atrativas.


O futuro da poupança

O SBPE na prática é o sistema pelo qual os bancos captam os recursos aplicados na poupança pelos brasileiros e os destinam para o crédito de aquisição e construção de imóveis. No ano passado, o sistema teve um crescimento significativo de 32% no financiamento, o equivalente a R$ 58 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).Por ora, não se vê problemas quanto ao fôlego da poupança na garantia de recursos ao mercado imobiliário, mas, para o longo prazo, começa-se a fomentar a discussão do poder de fogo da caderneta de poupança para sustentar a retomada do mercado, já que com a taxa básica de juros baixa (4,25%), a tendência é que as pessoas procurem outros tipos de investimentos, já que a poupança passa a ter um rendimento menor. 


Em outras palavras, menos dinheiro na poupança significa menos recursos para o mercado imobiliário. "Apesar de ter um crescimento ainda de 6% da poupança, a captação líquida vai ficar cada vez menor, porque vai ficar ela (a poupança) vai ficar cada vez menos atraente. A médio e longo prazo, a poupança não vai ser o que é hoje, vai depender de recursos. Esse é o principal desafio da Abecip e dos players do mercado imobiliário, como equacionar isso para os próximos anos  no longo prazo", disse o superintendente executivo do Santander, Paulo Sérgio Duailibi, durante seminário promovido pela Cbic sobre "Crédito Imobiliário: juros baixos, mais negócios?" nesta segunda-feira (17).Também presente ao evento, a presidente da Abecip, Cristiane Magalhães, reforçou que com o atual patamar histórico da taxa básica de juros, é preciso também se discutir novos fundings para o setor. "Temos aí sempre debates calorosos sobre qual o nível de atratividade que a poupança vai ter daqui para a frente. Temos para hoje e talvez para o ano que vem condições de financiar esse ritmo de retomada pujante através dos recursos de poupança, mas discutir novos fundings para mudarmos de fato de patamar em relação à (participação) PIB é sempre importante", afirma.


Atualmente, o  crédito imobiliário no Brasil representa apenas 9% do PIB. Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 8,66 bilhões em dezembro do ano passado, melhor resultado mensal desde maio de 2015.


Para as construtoras

O banco também reduziu as taxas das operações corrigidas pela Taxa Referencial  a partir de hoje e anunciou que duas linhas de crédito para o setor da construção civil poderão ser indexadas pela inflação ou pelo certificado de depósito interbancário (CDI). As taxas dos financiamentos corrigidos pela TR caíram cerca de 30%, passando de TR mais 9,25% ao ano para TR mais 6,5% ao ano para as empresas com conta na Caixa. Para empresas sem relacionamento com o banco, a taxa cai de TR mais 13,25% ao ano para TR mais 11,75% ao ano.Os financiamentos corrigidos pelo CDI ou pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) valerão para duas modalidades.


A primeira é Apoio à Produção, que financia a aquisição e a construção de imóveis na planta. A segunda é Plano Empresa da Construção Civil, conhecida como Plano Empresário, destinada à construção de imóveis e que permite o financiamento para pessoas físicas quando 80% do empreendimento estiver construído.


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