Caixa anuncia redução na taxa de juros para financiamento imobiliário



A Caixa Econômica Federal vai reduzir a taxa de juros para financiamento imobiliário, conforme anunciou o presidente da do banco, Pedro Guimarães, nesta segunda-feira, 13. Segundo ele, os detalhes serão divulgados na próxima quinta-feira, 16. Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 528,9 bilhões, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.


"A Caixa vai reduzir os juros. Não tá aumentando a Selic? Então, a Caixa Econômica Federal, com um lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria. Mas isso fica para quinta-feira", afirmou Guimarães durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para lançamento do programa habitacional voltado a profissionais da segurança pública.


Ainda que os detalhes da próxima redução ainda não tenham sido anunciados, desde 2018, o banco reduziu em 2,5 pontos percentuais a taxa de juros para a modalidade de crédito indexada pela Taxa Referencial (TR). Para facilitar o entendimento sobre este cenário, o economista Alexandre Espírito Santo fez uma simulação exemplificando de quanto seria o desconto, na prática, para um financiamento que sofreu uma redução como essa:


"Vamos usar como exemplo um financiamento de R$ 500 mil, com de prazo de 20 anos na modalidade SAC. Se a taxa de juros for de 6,25% ao ano para 3,75% ao ano, dá uma diferença no final de R$ 120 mil em juros", explicou.


Atualmente, o banco oferece quatro modalidades de financiamento habitacional com dois fatores de correção diferentes: TR e IPCA. Eles atualizam mensalmente o saldo devedor na data de vencimento das prestações e os juros variam em razão do perfil do cliente e de seu relacionamento com o banco. As possibilidades de financiamento pela Caixa são as seguintes:


Crédito Imobiliário com TR


Nesta modalidade, é possível financiar o imóvel utilizando a Taxa Referencial (TR) como fator de atualização do saldo devedor do seu contrato. É a modalidade mais tradicional do mercado, com taxas de juros que variam entre TR + 7,00% a.a. e TR + 8,00%.


Crédito Imobiliário com Taxa de Juros Fixa


O cliente também pode financiar seu imóvel com uma taxa de juros fixa. É uma alternativa para o cliente que busca financiar seu imóvel sabendo quanto vai pagar da primeira à última prestação. As taxas de juros variam entre 8,25% a.a. e 9,75% a.a.


Crédito Imobiliário com IPCA


Também é possível financiar o imóvel utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como fator de atualização do saldo devedor do seu contrato. As taxas de juros variam entre IPCA + 3,55% a IPCA + 4,95% a.a.


Crédito Imobiliário Poupança CAIXA Nesta modalidade, o cliente pode financiar seu imóvel residencial com uma taxa de juros que acompanha o rendimento da Poupança, acrescido de uma taxa fixa que varia conforme seu perfil. Nesses casos, a TR corrige o saldo devedor dos contratos, não compondo a remuneração de juros cobrados mensalmente.

As taxas de juros são compostas de variação do índice da Poupança Caixa + parte fixa que varia de 3,35% a 3,99% ao ano, com um teto caso o rendimento da poupança suba. A variação da poupança é calculada da seguinte forma: 70% da Selic, quando a taxa for igual ou menor que 8,5% a.a. ou 6,17% ao ano, quando a taxa Selic for superior a 8,5% a.a. O teto, caso ocorra aumento da Taxa Selic, cujo índice norteia o rendimento da Poupança, é de 10,16%.


Influência da Selic


Em resumo, quando o Banco Central aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando a Selic é reduzida, como aconteceu no ano passado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.


O registro atual da alíquota é de 5,25% ao ano e o anúncio da redução de juros da Caixa vai em direção contrária as projeções do mercado financeiro, já que os economistas esperam um registro da Selic de até 8% ao final deste ano.


Fonte: O dia


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